Faltando 2 semanas pra deixar o Patterson, comecei a
empacotar minhas coisas e me dei conta de que ia precisar do número máximo de
bagagens que uma cia aérea permite embarcar por pessoa: 5 malas (fora a de
mão). Eu tinha adquirido tanta coisa que, mesmo doando ou jogando fora muitos
itens, ia precisar de todo o espaço possível pra fazer minha vida de um ano em
Orlando caber em 6 malas. Como eu e outros amigos ficaríamos mais alguns dias
em Orlando, depois do fim do programa, resolvemos reservar juntos um hotel para
ficar até o dia do casamento de uma amiga, 11 de abril. Eu ia embora no dia 11
mesmo, pois a passagem da volta só fica válida por um ano a partir da data de
partida.
Na minha última semana de trabalho tive dois dias off, de floating
holiday que tinham sobrado (que não tinham sido aprovados pra minhas férias),
pra receber minha prima e meu tio vindos de Natal. Passear com eles foi como
uma despedida dos parques, aproveitei pra curtir tudo pela última vez. No
trabalho, levei minha câmera pra fazer aquele registro básico com meus
co-workers. Não faltou emoção nas despedidas.
No último dia de trabalho das
cinco internacionais, o mais querido dos nossos managers, o Kelvin, nos fez uma
surpresa (na verdade, eu já tinha pedido a ele pra fazermos isso, mas acabou
nunca acontecendo). Ele nos convidou pra ir na Tower of Terror, todas de
costume de GR, num elevador exclusivo só pra gente, e dizer adeus ao Hollywood
Studios da sua janela mais alta. A ride foi incrível! Todas nós compramos a foto, claro! Thank you so much,
Kelvin!
Eu quase nem trabalhei nesse último dia. Fiquei tirando foto e me
despedindo do pessoal. Também aproveitei para dançar, pela última vez, no
flashmob que acontece diariamente na Hollywood Blvd, 5 minutos antes da parada
das 3h, ao som de "Just Dance" do Jamiroquai. Meu shift era na Window neste dia e estava super tranquilo. Se tinha
algum problema, eu dava logo o que o guest queria, pois não tava a fim de ficar
discutindo com ninguém no meu último dia de trabalho. Os guests que eu atendi não sabem a
sorte que tiveram. Minha manager da noite, inclusive, atendeu ao meu último
pedido e me deixou ir assistir o Fantasmic.
Todas as noites quando dá a hora do
Studios fechar, é anunciado o encerramento do dia e toca uma musiquinha,
"A Star Was Born". Quando a música acaba, sempre se encerra a
despedida com a frase "And that's a wrap", muito utilizada por
diretores nas gravações de TV e de filmes para encerramento de cenas. Bom, essa
foi minha última "filmagem", hora de me retirar de cena, obrigada
pelo ano maravilhoso, Hollywwod Studios! Minha estrela ficará pra sempre na constelação de cast members que fizeram a história desse parque! That's a Wrap for me!
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