Ainda estava escuro quando deixamos Los Angeles rumo
ao Grand Canyon. Preferimos visitar o local nesse dia de transição entre
cidades, do que ir pra Las Vegas e depois perder mais um dia fazendo outra
viagem. E quem já viajou de carro nas estradas daqui, sabe que uma road trip
nos EUA é muito tranquila. As estradas são perfeitas, com boa sinalização e bem
servida de pontos de apoio, como postos de gasolina e restaurantes ao longo do
trajeto. A famosa rota 66 faz parte de um dos caminhos que levam ao Grand
Canyon. Nessas estradas, é comum encontrar uma diversidade de pontos
turísticos. Coisas interessantes e outras nem tanto. Como estávamos otimizando
nosso tempo para chegar cedo ao nosso destino, evitamos sair da rodovia principal
para paradas desnecessárias. Mas se você tiver tempo e quiser curtir melhor a
road trip, vale a pena se planejar com antecedência e programar as paradas
turísticas durante a viagem.
Pesquisando sobre o Grand Canyon, descobrimos que
ele é muito maior do que imaginávamos. Simplesmente não dá pra ver tudo, pois
só sua extensão equivale à, aproximadamente, 450km!!! Este parque nacional
possui três entradas diferentes. Sua área é dividida entre três estados com
diferentes características e opções de serviço e turismo. Uma delas, por
exemplo, é uma reserva indígena. Mas escolhemos a entrada "do meio",
pelo estado do Arizona, a mais popular e mais acessível aos nossos planos de
viagem. Há tanta coisa pra se fazer no Grand Canyon, que seria necessário
passar dias pra conseguir fazer tudo. Para tudo isso, eles contam com
instalações de hospedagem que vão desde pequenas cabanas até um resort de luxo.
Há restaurantes, lojas, museu e pontos de apoio para informações turísticas e
aluguel de equipamentos. Há uma diversidade de mirantes, observatórios e
trilhas que podem te levar, inclusive, até o fundo do Canyon. Um dos mirantes
possui até um piso de vidro pra você caminhar e se deslumbrar com a paisagem
sob seus pés.
Apesar do inverno já ter passado, pegamos temperaturas
baixíssimas e muita neve conforme subíamos em direção ao Grand Canyon. Com a
previsão máxima de 0˚C para o dia, nossa vontade era de desistir, mas depois de
7 horas de viagem resolvemos encarar o gelado passeio no Canyon. Nunca senti
tanto frio na vida! Tampouco, nunca tinha visto tanta neve! Os cenários, tanto
na estrada quanto nos canyons, eram deslumbrantes! A neve só colaborou para
compor um dos passeios mais bonitos que já fiz. Na verdade, eu pensava, na
minha ignorância, que o Grand Canyon era só um buraco grande no chão no meio de
montanhas, e que eu iria tirar umas fotos e pronto. Mas nada do que eu
descrever aqui fará justiça ao que eu vi lá. É uma incrível formação da
natureza, resultado de intempéries ao longo de cerca de 6 mil anos! O famoso Rio
Colorado passa por lá, e você consegue avistá-lo dependendo da época do ano que
for visitar. Por causa da neve, o trem que levava turistas até áreas mais
distantes no Canyon, estava interditado. Então, nos deslocávamos de carro por
dentro do parque nacional.
Ah! Para entrar lá de carro, é necessário pagar uma
taxa por veículo, de U$ 25 dólares, eu acho. Mas se você planeja visitar outros
parques nacionais em território americano, no mesmo ano, vale a pena pagar
alguns dólares a mais pela taxa anual e entrar gratuitamente, quantas vezes
quiser e em quantos parques quiser. No fim da tarde, nos despedimos do Grand
Canyon, com gostinho de quero-mais, e pegamos a estrada rumo a Las Vegas.
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